segunda-feira, 6 de junho de 2011


MALDITO TEMPO, SÁBIO TEMPO

A linha do tempo em que costuro meus dias
Definham minha face sem qualquer nostalgia
A linha da vida em minhas mãos vão tecendo
As histórias ao vento, maldito tempo, sábio tempo

O tempo maestro, o tempo Caxias
O tempo que mata, o tempo que cria
O tempo soberbo, o tempo vadio
O tempo que acerta seu tempo tardio

O expresso do tempo que à todos arrasta
Por caminho de flores à sombras nefastas
É o minuto que morre e renasce com fome
De um novo momento, maldito tempo, sábio tempo

O tempo justiceiro, o tempo sarcástico
É o tempo que poda e o tempo elástico
O tempo que cura, o tempo demente
É o tempo que dura o tempo que é justo
É o tempo...

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